quarta-feira, 20 de junho de 2012

Curtir e compartilhar.



Ouvi isso outro dia: a gente se casa (ou junta, ou namora) pela necessidade que temos de sermos notados, de termos ums testemunha de nossos feitos, alguém que se importe com o que somos e com o que fazemos. É, creio que seja verdade... as pessoas precisam ser percebidas e notadas neste mundo de culto às personalidades. Afinal, não sou ninguém se não sou percebido ou notado.

As redes sociais são indícios desse comportamento. O Instagram está cada vez mais bombado de imagens de um suco ou café no meio da tarde; algo que parecia despretencioso, alguém pode "curtir", aí torna-se interessante. A visão de uma árvore ou uma paisagem no meio da tarde não é mais coisa banal, vira foto artística. O bar e o restaurante parecem cada vez mais legais e mesmo a decoração da casa da avó, antes tão "batida", torna-se vintage, cool ou cult. Olha, e não tiro meu corpo fora: tenho meu perfil no Instagram.

Olhando com olhos mais brandos, menos críticos, diria que isso acontecem porque a felicidade só é legítima e plena se compartilhada. Que graça teria uma bela visão do mar, uma vista privilegiada dos Andes ou mesmo uma casa nas montanhas se não for pra compartilhar com os amigos, com os queridos, com os amados? Com cônjuges, namorados, amantes? Não sejamos tão duros conosco; cada comparilhamento que fazemos nas redes sociais não é sinal de futilidade absoluta ou de "falta do que fazer". Às vezes, pode indicar: isso me encanta tanto que quero que você também veja, vivencie. Ah, ser humano, ser social!

Tenho vivido ótimos momentos em minha nova vida, admirando belas paisagens, compartilhando-as também. Tem gente que curte, tem gente que critica. Mas... faço por mim. Quero multiplicar a felicidade de cada instante, dividindo-a com aqueles que me cercam. E eu adoro as coisas simples da vida; por que não compatilhá-las?