quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não era amor. Era melhor.

Martha Medeiros


"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando à pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?

Eu não amei aquele cara.
Eu tenho certeza que não.
Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura.
Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados.
Não era amor, era de tarde.
Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor. Era melhor."

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre as crises.


Não que não exista mais crise; ela continua existindo, e vai continuar, pois há conflitos internos, dúvidas, faltas. As transformações acontecem, mas são lentas e gradativas... e nem sempre seguem a mesma direção de maneira linear. É preciso perceber a "dialética da vida": é impossível ter receita eficaz ou seguir os processos e etapas sempre com a mesma dinâmica, como um fluxograma. Há avanços e retrocessos constantes, elementos paradoxais coexistindo, interdependências e referências circulares (o Excel não aceita, mas a vida sim!).

Por tudo isso, admito: a crise permanece e permanecerá por algum tempo; e poderá ir e voltar algumas vezes. Mas a questão é que uma escolha foi feita; e escolher significa deixar para trás outras alternativas. Significa ser responsável e assumir as consequências dos próprias atos. Significa ter humildade e saber perder; praticar o desapego e abrir mão de algumas coisas.

Sou capaz de dizer que aí que está a liberdade: fazer as próprias escolhas de maneira consciente; escolher um caminho em detrimento dos outros, e fazer-se feliz na caminhada. Não ter medo de mudar de ideia no meio do caminho, nem se sentir culpado por isso. Enxergar a beleza e o verde da própria grama. Aceitar que o bem e o mal coexistem, assim como amor e ódio, alegria e tristeza, beleza e feiúra; e que é bom que seja assim, pois essa é a base do equilíbrio....

Eu sou.

Sou um sem fim de desejos, vontades e esperanças. Liberdade é a minha regra, respeito o meu princípio. Responsabilidade e lealdade são meus valores, paixão e alegria, motores. Minha cabeça, meu guia; meu coração, meu norte. Sou do mundo e da vida, da alma e do amor.... e também da razão. "Sou minha, só minha, e não de quem quiser..."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Marte e Vênus - parte 2

Duas mulheres conversando:

- Como foi sua transa ontem?

1ª: Uma catástrofe! Meu marido chegou do trabalho, jantou em 3 minutos, depois tivemos sexo durante 4 minutos e após 2 minutos, ele já estava dormindo! E sua transa, como foi?

2ª: Foi fantástica! Meu marido chegou em casa, levou-me para jantar e depois passeamos a pé durante 1 hora, até voltarmos para casa. Após 1 hora de preliminares à luz de velas, fizemos sexo durante 1 hora e, no fim, ainda conversamos durante mais 1 hora!

Os dois maridos conversando:

- Como foi tua trepada ontem?

Marido da 1ª: Foi fantástica! Cheguei em casa e o jantar estava na mesa; jantei, dei uma rapidinha e dormi feito pedra! E a sua?

Marido da 2ª: Uma catástrofe! Cheguei em casa e não havia luz porque esqueci de pagar a última conta. Tive que levar minha mulher para jantar fora. A comida foi uma porcaria e caríssima, tão cara que fiquei sem dinheiro para pagar o táxi de volta. Não tivemos outra alternativa senão ir a pé pra casa. Chegamos em casa e como não tínhamos eletricidade, fomos obrigados a acender velas! Eu estava tão estressado que precisei de 1 hora até que o bicho ficasse duro e uma hora até conseguir gozar. Foi de tal maneira irritante que não peguei no sono durante 1 hora, e fui bombardeado pela minha mulher com uma infindável conversa fiada.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Crise


Crises são fundamentais. Nos fazem pensar sobre a vida, sobre nossas escolhas, sobre nossas prioridades. Abrem nossos olhos. Possibilitam nosso amadurecimento.

Crises são oportunidades: de crescimento, de evolução, de aproximação com o nosso eu interior, de novas ideias, novos caminhos, novas descobertas. As crises são excelentes oportunidades de mudança, de saída da zona de conforto.

Em momentos de crise é que a gente se descobre ou se reinventa.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Seek up

"Sometimes I feel like I'm falling
Fall back again, fall back again...

Life it seems a struggle between
what we see and what we do...
(or what think and what we see)
I'm not going to change my ways
just to please you or appease you..."

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ما[ و تعيينهمللأعياننواب

للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ما[ و تعيينهمللأعياننواب

حسب
الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dores da alma.

Ainda é difícil, reconheço. Ver que as pupilas capturam outras imagens e que o saltitar do coração é impulsionado por outras circunstância. Não mais "fazer parte". Não mais ocupar um lugar especial. Não mais ser motivo de cuidado e de atenção. Não provocar vibração. Parece que a gente perde até a identidade. E dói.

O que a identidade tem a ver com isso? Bom, pra mim, o SER também depende do reconhecimento do outro. Doloroso também essa dependência. Mas, talvez, libertadora. Porque nesses momentos a gente reconhece o valor do outro, e se reconhece também; reconhece nosso valor.