segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fé




I do


E a vontade de conhecer o mundo está cada vez mais forte. Espírito livre. Quero conhecer o mundo, novas pessoas, coisas diferentes. Me redescobrir, conhecendo outros mundos e outras perspectivas. A vida é curta demais pra gente nascar e morrer no mesmo lugar.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Conversa de adulto



Por: Thais Wadhy




- Oi. Obrigada por vir.   Como é bom recebê-lo de novo em minha casa, adoro quando você me abraça desse jeito... tenho que ficar nas pontas dos pés para lhe alcançar, é prazeroso.... Como seu abraço é confortável e aconchegante! E seu cheiro... saudades do seu cheiro. Aff, já estou chorando.... Espere, não faça essa expressão, não me olhe com esse olhar de quem vai contar uma tragédia.... 

 - Obrigada por me convidar, a gente precisava mesmo conversar. Me dá um copo d’água?

- Água? Sim, claro, vou buscar!   Mas sente-se e fique quieto porque hoje tenho muita coisa para lhe falar... porque pensei tanto, tanto..... e me preparei para falar, porque eu nunca consigo dizer o que eu realmente quero em essência... sou sempre tão prática e atrapalhada.... digo umas coisas pensando em outras..... por isso gosto de escrever, porque consigo estruturar melhor as ideias e.... 

- Valeu. Legal as mudanças que fez por aqui.

- É...    Que bom que notou, algumas foram feitas pensando em você. Eu me sinto melhor quando mudo o ambiente de forma a refletir o que eu sinto e penso. Será que está triste demais? Coloquei enfeites coloridos para disfarçar... 
- Sua água!    mas... não vamos desviar, por favor... eu tenho tanta, tanta coisa para lhe dizer..... não sei por onde começo... *suspiro*....    

- Não sei por onde começo.

- Comece pelo essencial. O que você quer conversar?

- Senti sua falta. Queria conversar sobre a gente.

- Também senti. Pode falar....

- É que....     já não cabe dentro de mim tanto sentimento contido, não vivido, trancado. Incrível a capacidade dos sentimentos de nos sufocar; é como se eu estivesse imersa em águas turvas: não enxergo, me falta o ar ou mesmo um sopro de brisa. Perdi a leveza e a fluidez. É dura a dor de um amor não esgotado, um amor interrompido. O que restou dele está trancado dentro de mim e, apesar de sua pureza, já não serve para nada: “tornar o amor real é expulsá-lo de você para que ele possa ser de alguém...”. E já que não pode ser mais seu, o que EU vou fazer com ele? E o que fazer com aquilo que não foi vivido com intensidade e plenitude? O que fazer com o estoque de sonhos e desejos, com projetos não realizados, planos não concretizados? 

- Diga, estou esperando....

- Desculpe, estou organizando meus pensamentos para dizer.... bom....    Queria que fosse possível abandonar resquícios, os restos desse amor que um dia transbordou e foi maior que o mundo. Mas não, eles estão aqui guardados e não consigo deixá-los, porque são grandes e fortes demais para serem abandonados, ignorados, largados de lado. Eles ficam aqui dentro de mim, como uma vontade reprimida, um “pra sempre” que não quer acabar. É demais querer ser feliz? Não, não é apego, meu amor. Também não é a incapacidade de dar a volta por cima. Eu poderia. Mas é que, com o coração partido e o espírito derrotado, não tenho forças para seguir em frente sozinha, nem para fazer outros planos, porque para isso preciso repensar e reinventar toda a minha vida. Porque você ainda está em todos os planos que tenho, em todas as minhas vontades, desejos e aspirações. Você está em tudo o que eu sempre quis pra minha vida. Você é parte do sonho.... 

 - Vai ficar assim, em silêncio?

- Não, não... é que estou buscando uma forma de dizer o que sinto....

- Está com a expressão de angústia.

- Estou?   Não são os “se’s” que pesam, é a vida que parece não ter mais sentido se você não está lá, em tudo que vislumbro pro futuro. Você não é um acréscimo no plano da minha vida, você é o coração do plano. O que ser sem você estar lá? Ainda não sei desenhar essa perspectiva....Dizem que casa é onde o coração da gente está. Esse meu coração atrevido, que não sai de você, está me fazendo pagar caro demais pelo aluguel. Com você, ele se sente em paz, e eu me sinto plena e compreendida. Me sinto em equilíbrio comigo mesma e com o mundo. E agora você não está mais aqui.... Era pra ser uma história linda de final feliz, meu amor... como novela que, após os percalços, tudo se ajeita. Mas a vida não é ficção. Será que algumas pessoas não têm aptidão para tanta felicidade? 
 - Será que algumas pessoas não têm aptidão para tanta felicidade?

- Como assim? Está doida?

- Sei lá, a gente.... a gente era feliz. Eu sinto sua falta, sabe.

- Sei.... também sinto. Mas não estou entendendo aonde quer chegar.

 - Bom, como dizer isso?    Nosso amor era bonito, meu bem. Juntos éramos imbatíveis e tínhamos todos os sonhos do mundo. Alcançaríamos o paraíso trilhando juntos as estradas, de mãos dadas. E nem mesmo precisava de destino final, bastava o prazer de caminhar lado a lado. Viver cada dia com plenitude, amor e simplicidade. Viver a vida, isso fica martelando ainda na minha cabeça... viver a vida... viver a vida....
 - Viver a vida. A gente queria viver junto.... e agora estamos separados.

- Mas você não quis mais, disse que estava confusa e queria terminar.

 - Eu sei... mas eu sinto sua falta. Eu queria que a gente conversasse e buscasse uma saída. Eu não quero viver sem você....      Ah, meu amor, às vezes fecho os olhos e volto nessa época. O êxtase do encontro, do reencontro. Cada mensagem, cada palavra, cada encontro era pleno em si. O mundo poderia acabar que seríamos felizes... até que o que acabou mesmo foi o que tornava tudo mais colorido: nosso relacionamento. Quando foi que começamos a correr demais na estrada da vida? Quando foi que, confesso, não pude mais acompanhar seu ritmo; que soltamos nossas mãos e passamos a caminhar sozinhos, mesmo pertos um do outro? Quando foi que nos afastamos? 

- Eu sofri demais com tudo isso, você sabe. Muita água passou por debaixo da ponte....

- Eu sei, por isso te chamei pra você vir aqui e a gente conversar.... pra esclarecer alguns pontos. Eu errei com você, eu sei..... mas... foram as circunstâncias.... eu não sabia como agir e....     Eu me perdi. Eu, que sou racional e preciso sempre compreender as coisas e controlá-las, perdi o controle; fiquei confusa em meio a tantas mudanças. Surtei por não me permiti perder as rédeas e as estribeiras, ficar vulnerável e exposta; deveria entender que não há problema nisso quando temos alguém para nos amparar, como você sempre fez. Afinal, as relações também são para isso, não é? 
 - ...e pisei na bola.

- Olha, eu entendo, mas eu conheci outra pessoa.....

- É? *Suspiros*.   A vida prega peças na gente, meu amor. Achei que o mundo fosse parar para eu ajustar as idéias e consertar as feridas do coração. Mas ele não pára. A vida segue, ela urge. E então, você cansou de esperar por mim ao longo dos caminhos tortuosos e decidiu seguir por outra direção; optou por abandonar os planos e os projetos nos quais depositamos expectativas e vontades. Nada mais justo quando parecia que eu os havia abandonado primeiro.... Mas não, não foi abandono. Eu demorei, mas reencontrei novamente a trilha da minha vida, reencontrei aquela onde estão as coisas essenciais, especiais, bonitas e humanas; aquela na qual você estava, sempre esteve e da qual eu havia me desviado. Tarde demais? Parece que sim, porque você já não está mais nesse lugar, já tomou outro rumo.... 

 - Sim...

- E então, o que faremos? Vai continuar com essa pessoa que conheceu?     Me pergunto novamente, meu amor, o que faço com tudo que restou? O que fazer com o estoque de sonhos e desejos? Com projetos não realizados, planos não concretizados? O que fazer da minha vida se você permeia toda ela, não só no passado, mas principalmente no futuro? O que fazer se ainda não vislumbro um caminho no qual você não esteja? São infinitos os questionamentos. Há dias esperando por mim, eu sei, mas não os enxergo. Não os desejo, nem os almejo. A visão é turva e me sinto presa, incapaz de dar um passo a frente. Como se esperasse, em vão, o seu resgate. Digo “em vão” porque sei que nossas escolhas tem propósitos e consequências, e tenho a certeza de que tomou sua decisão ciente disso. Então, o que me resta? Não sei o que me resta.... 

- Acho que o que está feito, está feito. A decisão já foi tomada. É isso....

- Mas você não gosta mais de mim?   E tudo que vivemos? Você vai largar? E a nossa história, e os anos de cumplicidade e companheirismo? Não faça isso, meu amor, não faça isso... 

- Gosto, mas muita coisa mudou....

- Então cada um segue seu rumo?   Me questiono se devo lutar por você ou aceitar a mão cruel do destino. Sei que a nossa subjetividade é fluida e que tudo é questão de tempo. Que, em breve, provavelmente estaremos os dois em cantos distintos buscando construir a vida e a felicidade, talvez até mesmo nos moldes que um dia fizemos juntos... mas estaremos separados! Então essa alternativa é uma abstração que ainda não consigo conceber..... eu não quero....

- Sim, é o  melhor a fazer agora. A vida segue....

- Assim?   Disse que lhe faria confissões de adolescente e estamos mantendo essa civilizada conversa de adultos! E eu nem consegui escancarar meu coração! Queria dizer “eu assumo!”.... 

-*Suspiros*

- É, talvez você tenha razão....   Eu assumo que sofro absolutamente por não ter você ao meu lado. Isso é muito juvenil? Sofrer assim? Sofro por não me recuperado antes de tanta tragédia emocional e por você não ter tido um pouco mais de paciência para me esperar; sofro pelos encontros e desencontros, pelas palavras não ditas nos momentos certos (e foram muitas) e por não ter me permito ser adolescente antes, quando ainda estava em tempo. Não quero abrir mão de você, espere.... 

 - Bom, vou indo. Boa noite....

- Já?    Espere, meu amor, não vá. Quero lhe dizer tanta coisa.... eu queria falar tudo que ainda está preso aqui dentro e ouvir tudo o que você pensa e sente sobre isso tudo... se abra comigo! Conte-me suas mágoas, seus receios, suas angústias. Fique, vamos tentar reconstruir o que se perdeu. Não vá... por favor, não vá.

- Sim, acho que já dissemos tudo. Você está calada hoje. A não ser que tenha algo mais a dizer....

- Bom, acho que......    Calada? Como, calada? Por dentro, grito sentimentos e emoções. Mas tem um nó na garganta que me impede de falar. Ah, meu amor, espero que você esteja feliz, que tenha valido a pena mudar de percurso. Ou espero que, se não, reconheça e também procure outros caminhos, procure se reinventar. Quem sabe nessas buscas a gente não se encontra novamente? O mundo dá voltas.... e eu te quero tanto! Será que você ainda gosta de mim? Será que deixou de me amar? Queria tanto um abraço seu, um beijo....fique mais um pouco e eu vou dizer tudo que está na minha cabeça e no meu coração, prometo....
- .... acho que não....  Acho que dissemos tudo....

- Fique bem.

- Boa noite e cuide-se.    Meu amor....

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Estado de espírito

Sobre o livro "A conspiração franciscana"


O livro de John Sack é cansativo e, apesar de algumas passagens interessantes, não chega a ser bom. Parece uma cópia do estilo Dan Brown (Código da Vinci, Anjos e Demônios), mas não com a mesma capacidade de prender o leitor ou de provocar reflexões acerca do tema.

Em alguns trechos, o autor me ganhou pela forma como descreveu as cenas, transmitindo emoção. Em outras, foi detalhista e enfadonho. E acho que cenas primordiais faltaram uma descrição mais tocante.

Enfim.... um livro longo que se torna ainda mais longo no decorrer da leitura. De 1 a 5, nota 2.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sobre o livro "Feliz por nada"


O livro é fácil de ler, suave. Em duas noites, antes de dormir, consegui finalizá-lo. Por essa mesma razão, não acrescenta tanto.... e acredito que é esse o propósito: por ser um livro de crônicas, não tem a intenção de ser intenso e profundo, nem mesmo de causar um rebuliço em nossos princípios e pensamentos.

Eu não gostei tanto; prefiro aqueles escritos que mexem comigo e que me fazem ter outra perspectivas acerca do mundo. Martha apresenta seus olhares sobre as situações cotidianas, sem aprofundar tanto, sem querer transformar a nossa. É leve e não tem nenhuma pretensão; e talvez seja por essa razão que eu tenha conseguido chegar até o final: porque é despretensioso. Não gosto de textos que se superestimam.

Martha escreve com a delicadeza, a inteligência e a leveza que lhe são peculiares. Gosto dela, gosto do jeito que ela escreve. Gosto de sua visão sobre a vida, as situações e as pessoas (mesmo que discorde em alguns pontos). Mas, no caso de "Feliz por nada", preferiria ler cada texto em uma página de jornal, por exemplo. Como alguém que apresenta sua opinão (de forma clara e brilhante) sobre os fatos. E não todas reunidas num livro. Acabou se tornando um livro em que  título fala mais do que os próprios textos.

Em algumas crônicas, senti certa arrogância da autora. Excesso de segurança e autoestima? Não sei, mas pra mim isso teve seu lado bom: pude sentir em cada linha a personalidade dela e quase a ouvi falar. Deu credibilidade ao texto, confiança. Acabei achando graça do jeito pretensioso.

Nota de 1 a 5 para o livro? 3. Nota para Martha? 5, sempre.




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

26 Lições que gostaria que minha filha aprendesse sobre relacionamentos

 Pessoal, li e achei muito interessante, resolvi compartilhar. O original está aqui, ó: 

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/05/04/25-licoes-que-eu-gostaria-que-minha-filha-aprendesse-sobre-relacionamentos/.




Se as pessoas soubessem como cada palavra dita a uma criança se calcifica naquela alma em desenvolvimento, parariam de falar tanta besteira. As meninas, principalmente, acabam crescendo ouvindo que homem não presta, que se explorar sua sexualidade vai ser vista como puta, que só existe homem cafajeste no mundo, entre outras barbaridades.

Pensando nisso, e sem querer entrar no mérito da criação dos filhos, comecei a pensar quais conselhos daria para minha filha sobre homens e sobre relacionamentos, caso viesse a ter um algum dia. Se eles seriam bons e eficientes, só daria pra saber colocando em prova. Mas essa lista acaba servindo também pra meninas crescidas que viraram mulheres, aquelas que deixaram de acreditar no amor por causa de ensinamentos malucos que tiveram que aprender na infância.

Leia e se gostar, anote, pra sua filha ou quem sabe pra você. Pode ser mais útil do que você imagina:

  1. No mundo há sombra e há luz. Há o podre e o maduro. O bonito e o feio. A escolha vai ser sempre sua.
  2. Você nunca vai encontrar um homem legal pra sua vida se não faz ideia de quem está procurando. 
  3. Use mais vestidos. Eles te deixam linda. 
  4. Nunca beije alguém que não consegue te olhar nos olhos. 
  5. O problema não está em quantos meninos você beija. Está na quantidade de pessoas que ficam sabendo disso. 
  6. Sabe aquele menino mais bonito da festa? O mais popular? Aquele que as meninas pagam um pau? Fuja dele. Alguém que só se garante pelo externo, jamais terá algo bonito internamente pra te oferecer. 
  7. Aliás, seja gentil com aquele menino feio e desengonçado que revelou gostar de você. Nunca, jamais, seja irresponsável com o sentimento de outra pessoa. 
  8. Se você não dá conta, não provoque. 
  9. Decotes exagerados e saias curtas funcionam pra quem não tem mais nada pra mostrar além do corpo. Tenho certeza que esse não é o seu caso. 
  10. Diga sempre o que sente, mesmo que riam de você. Somente as pessoas estúpidas não sabem valorizar a sinceridade. 
  11. Nunca gaste tempo com um amor mal-correspondido. Aliás, se afaste de qualquer coisa que tenha a palavra “mal” no nome. 
  12. Você vai sofrer por amor. É inevitável. Sofra, chore, aprenda com a dor e se levante depressa. Só sofre demais por alguém quem não tem amor próprio. 
  13. Por falar nisso, ame-se muito. Você vai ter que passar o resto da sua vida na sua companhia, então é melhor começar a resolver quaisquer problemas que tenha com a sua pessoa. 
  14. Não seja ciumenta e não aceite que sejam com você. Ciúme é coisa de gente egoísta. 
  15. Meninos bonitos demais atraem concorrentes demais. Seja esperta – procure pela beleza interior (e não acredite em quem te disser que isso é bobagem).
  16. Nunca dê um presente sem um cartão com algo escrito por você. Essa é uma oportunidade única de soltar aquelas palavras que travam na garganta.
  17. Tenha camisinha na sua bolsa. Não confie na responsabilidade masculina.
  18. Não gaste tempo demais com unhas e cabelo. Um dia você vai aprender que há milhares de coisas mais importantes nas quais depositar seu tempo. 
  19. Não cultive amor por buquê de flores. Elas morreram pra enfeitar seu quarto. Ensine seus amores que, se forem te presentear com flores, que elas estejam num vaso. 
  20. Use seu cérebro pra pensar - ele não tem esse tamanho todo à toa. 
  21. Confie nas pessoas até que elas te dêem motivos para deixar de confiar. Quando isso acontecer, se afaste pra sempre. 
  22. Não volte para um amor antigo. É como um livro que você já leu e já conhece o final. 
  23. Seja direta com homens – eles são péssimos com indiretas. 
  24. Convide-o pra assistir um por-do-sol com você. Se ele não achar nada demais nisso, fuja. 
  25. Não peça conselhos para amigas com vidas amorosas catastróficas. Na dúvida, se tranque no quarto até encontrar as respostas. 
  26. Aliás, não escute conselhos de meros mortais – inclusive os meus. Todas as respostas que você precisa estão dentro de você. Se achar difícil, desligue o iPhone e a TV que elas surgirão.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Você



"(...) quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim....
E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto
de tudo que eu ainda não vi..."