quinta-feira, 2 de maio de 2013

A dialética do amor



Nos seus avanços e retrocessos,
o amor nos mostra que não é linerar
nem cronológico. 
Vem e vai, se transforma,
se relaciona e muda.
Amor é troca, é contradição,
é dúdiva, é síntese. 
O amor também é dialético.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dentro e fora da gente

Tudo o que acontece conosco traz a semente da transformação. Se acontece uma vez, refletimos. Se acontece mais de uma vez, aprendemos. Como as crianças: ao longo da vida vão assimilando aprendizados com exemplos, repetições, reforços; nunca "de primeira".

Ainda que, em relação às crianças, estejamos mais maduros para absorver e aprender... e ainda que possamos contar com uma bagagem maior - a qual podemos fuçar para encontrar mais elementos para nossas decisões e pensamentos -  muitas vezes insistimos no mesmo erro, repetimos padrões... até verificarmos que determinada (re)ação não funciona - ou funciona melhor - e, então, mudamos. Quase nunca mudamos logo "de cara": as experiências repetidas é que nos fazem amadurecer e nos transformam.

Olhando hoje pra mim e também para as pessoas que as quais convivo, vejo gente diferente. "Você mudou, você não era assim", alguns dizem com pesar. Eu, digo com alegria. O processo constante de evolução exige mudanças, ainda bem. Algumas vezes, dolorosas, mas nem sempre; não aprendemos só na dor, ela não é requisito necessário. Experiências incríveis e alegres têm muito a nos ensinar, basta estarmos abertos, atentos.

Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, vós mudais, eles mudam. Alguns com mais rapidez, outros com menos. Mas a dialética da vida e o tempo são implacáveis: provocam mudanças dentro e fora da gente. Sábios aqueles que lidam melhor com isso, que conseguem absorver a vida e suas lições para se tornarem pessoas melhores, mais humanas e brandas. Que aprendem a viver plenamente, a serem menos egoísta, a construirem relações baseadas no amor e na generosidade, a compreenderem e respeitarem o outro (ainda que exerçam a individualidade).

Ah, como a vida em sociedade poderia ser mais fácil se cada um fizesse de si um exemplo a ser seguido!




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Are we with the right partner?

I found the text below in a FaceBook page. Thats a very good way to see the relationships. That's why I wanted to sharethe text.






During a seminar, a woman asked," How do I know if I am with the right person?". The author then noticed that there was a large man sitting next to her so he said, "It depends. Is that your partner?".  In all seriousness, she answered "How do you know?".

Let me answer this question because the chances are good that it's weighing on your mind replied the author. Here's the answer. Every relationship has a cycle… In the beginning; you fall in love with your partner. You anticipate their calls, want their touch, and like their idiosyncrasies. Falling in love wasn't hard. In fact, it was a completely natural and spontaneous experience. You didn't have to DO anything. That's why it's called "falling" in love. People in love sometimes say, "I was swept of my feet."Picture the expression. It implies that you were just standing there; doing nothing, and then something happened TO YOU. Falling in love is a passive and spontaneous experience. But after a few months or years of being together, the euphoria of love fades. It's a natural cycle of EVERY relationship.

Slowly but surely, phone calls become a bother (if they come at all), touch is not always welcome (when it happens), and your spouse's idiosyncrasies, instead of being cute, drive you nuts. The symptoms of this stage vary with every relationship; you will notice a dramatic difference between the initial stage when you were in love and a much duller or even angry subsequent stage. At this point, you and/or your partner might start asking, "Am I with the right person?". And as you reflect on the euphoria of the love you once had, you may begin to desire that experience with someone else. This is when relationships breakdown.

The key to succeeding in a relationship is not finding the right person; it's learning to love the person you found. People blame their partners for their unhappiness and look outside for fulfillment. Extramarital fulfillment comes in all shapes and sizes. Infidelity is the most common. But sometimes people turn to work, a hobby, friendship, excessive TV, or abusive substances. But the answer to this dilemma does NOT lie outside your relationship. It lies within it.

I'm not saying that you couldn't fall in love with someone else. You could. And TEMPORARILY you'd feel better. But you'd be in the same situation a few years later. Because (listen carefully to this): The key to succeeding in a Relationship is not finding the right person; it's learning to love the Person you found.

SUSTAINING love is not a passive or spontaneous experience. You have to work on it day in and day out. It takes time, effort, and energy. And most importantly, it demands WISDOM. You have to know WHAT TO DO to make it work. Make no mistake about it.

Love is NOT a mystery. There are specific things you can do (with or without your partner), Just as there are physical laws Of the universe (such as gravity), there are also laws for relationships. If you know how to apply these laws, the results are predictable.

Love is therefore a "decision". Not just a feeling.

A criança que vive em mim



Definitivamente, sou amante das coisas simples da vida, ainda que admire certa sofisticação em alguns aspectos. É que às vezes um elogio, um bilhete, uma mimo, uma mensagem despretensiosa, uma brincadeira inteligente ou mesmo senso de humor aguçado têm mais efeito que pedras preciosas, diamantes raros, presentes caros, flores. Prefiro um sorriso sincero a uma caixa de chocolates; troco um final de semana de luxo por uma surpresa agradável em plena segunda-feira; um sábado à luz de velas pode ser mais romântico que as luzes da Torre Eiffel e não há iluminação no mundo que substitua o encantamento que causa em mim a luz da lua.

Mas "como assim?", podem perguntar.  Respondo prontamente: tem coisas que a gente não explica, não são racionais. Podem ser bobas, pequenas; podem parecer idiotas e até infantis. Mas preciso delas para me sentir mais alegre, vida, inteira, segura, querida; ou mesmo para sorrir sozinha em uma noites solitárias, olhando com os olhos brilhantes para o infinito ou para a noite estrelada.

Sinto que permanece vivo em mim esse espírito de criança: simples, ingênuo e brincalhão.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Pessoas queridas.



Algumas pessoas se destacam para nós (...) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é (...) Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor.

(Ana Jácomo) 

Recebi hoje essa homenagem e fiquei emocionada. Tem gente que é mais que especial.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Esse é o clima de hoje!


Seja bem vindo, março!

"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no MEU coração..."


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ele se foi

Por: Thais Wadhy




Ele se foi.
Deixou pra trás a garrafa de vinho vazia
e as taças pela metade, abandonadas, interrompidas como a vida a dois.
Os pratos sujos, pratos limpos e as cartas na mesa.
O cheiro no travesseiro, o suor nos lençóis da cama,
as palavras no ar e o denso silêncio sobre a mesa da sala.
Deixou pra trás as certezas, um coração partido,
algumas lágrimas e a descrença no futuro.
Ele se foi.
Levou consigo sorrisos e lembranças, mesmo sem saber pra que;
levou seu amor e sua vida para pra outro lugar...
e deixou pra trás uma história, muitos planos e sonhos infinitos.
Ele foi ser feliz.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

La tortura

Nada como uma boa noite de sono

E depois de achar que estava mal humorada, chata, deprimida e anti-social, descobri que (quase!) tudo era a falta de uma BOA noite de sono. Dormi o sono dos justos, acordei renovada e com a alegria que me faltava há alguns dias (meses?). Que delícia! Senti falta desse pedaço de mim, da Thais forte e positiva!

Lições desta quinta-feira:

  • A verdade dói, mas liberta. Uma constatação antiga, mas comprovada na prática.
  • Nada como um dia após o outro e um sono agradável entre eles.
  • Somos ainda mais fortes quando PRECISAMOS ser. Nada como a necessidade de segurar uma barra.

A vida segue... ela urge. O tempo não pára, é inexorável.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A arrogância segundo os medíocres

Eu li esse texto hoje no blog AnsiaMente (link para o texto) e simplesmente AMEI. Por isso, compartilho com orgulho.O texto é de Carmen Guerreiro. Não a conheço, mas já gostei dela.




“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.

“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.

Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.

Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).

Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.

Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.

Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.

Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!

Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.

O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
  1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
  2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
  3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
  4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.

Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.