"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Curriculum Vitae." (copiado da Kátia, que copiou da Fatinha, que copiou do Wander).
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Let it go
Perder o rumo, as estribeiras, o trem. Perder a chance, a prova, a caneta, alguém.
Perder a linha, a hora, o chão. Perder a festa, a dança, o show, o coração.
Perder a viagem, o celular, um amigo, a saúde, os dentes, a barriga.
Perder a chave, a chuva, a xepa, a coerência, alguns anos, a casa, a medida.
Perder a razão, a cabeça, os parafusos, uma peça, as coisas, a liberdade.
Perder um cliente, dinheiro, oportunidades, a piada, a juventude, a sanidade.
Tanta coisa se perde na vida. Mas uma me dói mais em algumas quartas-feiras.
thais wadhy
thais wadhy
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Machismo
Achei esse texto fantástico no blog "Ruminando Ideias". Foi (muito bem) escrito por Thiago Beleza. Vale a pena ler!
A maior parte dos homens que comentam em blogs feministas argumentam que sentem-se oprimidos e ofendidos, que nem todos os homens são tarados-estupradores-machistas-agressores-homicidas. Também dizem que tudo o que as feministas querem é instalar uma ditadura das mulheres e, dessa forma, colocar em prática sua vingança maléfica. Pura critividade masculina.
Ocorre que nós homens nascemos e fomos criados em uma sociedade machista. E nossa masculinidade é fragil bagarai (isso é sério, por isso homens não demonstram carinho uns pelos outros. Um simples beijo no rosto acabaria com a nossa masculinidade). O discurso feminista, articulado e cheio de exemplos, coloca todo nosso mundo másculo em pedaços. O processo de aceitação é complexo. Tudo aquilo que acreditávamos ser normal (por pura conveniência, claro) passa a ser a coisa mais terrível do mundo. A primeira reação é a negação. Depois vem a vergonha. Em seguida passamos a nos defender (sem muitos argumentos sólidos, óbviamente). Depois vem a raiva e então descambamos para o ataque ao movimento feminista e todas as suas bandeiras. Homens, acreditem-me, nada mais patético.
Entendam uma coisa: o feminismo não é sobre os homens. Simples assim… Agora, recolha seu ego despedaçado e aceite: O feminismo é sobre as mulheres e como elas reagem em uma sociedade controlada por homens.
Mulheres sempre estiveram as márgens da história da humanidade, e acredite, não é culpa delas. O feminismo é um movimento (por favor, queridas, corrijam-me se eu estiver errado) que serve para que as mulheres reafirmem sua identidade de gênero em uma sociedade que vê a mulher como enfeite.
Aceitem também que, não é o feminismo que oprime os homens, é o machismo. É o machismo que é o problema e não o feminismo. A construção que exige de nós uma atitude de macho-alfa é a mesma que exige que as mulheres assumam seu papel de coadjuvantes em nossa história. É o machismo que afirma que homens tem que ser machos, másculos, fortes, garanhões inseminadores, que devem trepar por horas a fio sem cansar. É o machismo que sufoca a sexualidade, ditando o que devemos ou não fazer na cama ou com quem (e com quant@s) devemos nos deitar. Repito, é o machismo que oprime a todos nós. A estrutura patriarcal da sociedade fode a vida de todo mundo (seja lá qual for seu gênero ou orientação sexual). Portanto, queridos homens, a nós, cabe o papel de ouvir o que elas tem a dizer. O feminismo não quer homens submissos. O feminismo luta pelo fim do machismo (esse mesmo, que nasce conosco e que é tão natural que nem percebemos) e quer o fim das diferenças entre gêneros. Quer que todos sejam respeitados por serem humanos.
Portanto, caro macho, antes de agredir o movimento feminista, entenda que você está atacando o inimigo errado. Nós homens devíamos lutar contra o machismo. Esse é o assunto que diz respeito a nós e é ele que deveríamos estar discutindo e não a validade dos argumentos feministas. Antes de olhar para elas e dizer que elas estão erradas, devíamos olhar para nós e avaliar o nosso comportamento. Avaliar como nos comportamos em relação as mulheres. Comece aos poucos, avaliando como se comporta com sua mãe, com suas irmãs. Observe se elas recebem o mesmo tratamento que você ou se tem as mesmas vantagens. Depois comece a observar como você tratou suas últimas namoradas. Como você trata as mulheres desconhecidas. O machismo é uma doença social, não individual. Sentir-se oprimido pela sociedade, cara, não é vergonhoso e se você não começar a reconhecer seus privilégios por ser homem, pouca coisa vai mudar, pra você, para as mulheres, para os gays.
As feministas tem muito a nos ensinar, meu velho. Não banque o macho estúpido (e eu sei que é estupidez porque eu já fui assim) repetindo os clichês que elas estão cansadas de ouvir. Se você não se enquadra no perfil que elas denunciam o tempo todo e se incomoda com o que elas dizem, o problema não está nelas, está em nós. Mas ao fazer isso, assuma uma postura menos arrogante.
Admita suas falhas, sua ignorância sobre o assunto e eu não conheço nenhuma feminista que vá perder as estribeiras com você.
Evite também dizer que o feminismo não faz mais sentido de ser, essa é a pior coisa a se fazer. Mulheres são mortas todos os dias por conta do machismo e isso não é uma brincadeira. Ainda culpamos as vítimas de estupro pelo próprio estupro. Ainda dizemos às mulheres violentadas que elas se comportaram mal e mereceram isto. Ainda tratamos nossas irmãs e mães como se fossem nossas empregadas. Ainda AJUDAMOS as nossas companheiras nas tarefas domésticas. Ainda tratamos homossexualidade como desvio de conduta.
Lembre-se sempre, nós não somos oprimidos pelo feminismo, cara. É o machismo que fode com tudo. E o machismo, goste você ou não, é um problema masculino.
Link para o texto: http://ruminantia.wordpress.com/2011/01/24/machismo-limitacao-masculina/
Família.
Estou sem paciência com minha mãe ultimamente.... tudo o que ela fala sobre relações, relacionamentos e sexualidade, me irrita. Apesar de não concordar com sua visão sobre a vida e esses assuntos (muitas vezes atrasada ou arcaica, outras vezes tradicionalista demais pro meu gosto), geralmente tenho paciência e tolerância (é preciso lidar com as diferenças)... mas não agora! Será que bateu um "revival" do Complexo de Édipo?
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Keep walking
Paciência, perseverança. Sou como uma pá de brasileiros que andam por aí, não desisto nunca. Na estrada da vida e, principalmente, da vida profissional, vou calçando minhas trilhas, construindo meu futuro, se é que tem jeito de construir o futuro, né?... Afinal, construímos aqui e agora, resolvendo os problemas, driblando as dificuldades.... o futuro é consequência.
Não é fácil. Aliás, como é difícil ganhar a vida nos dias de hoje. Competição acirrada, mercados saturados, a "lei da selva" (do mais forte!), guerras de marketing. Tenho visto muito por aí: os lucros se sobrepondo aos valores e a ética dando lugar ao que é conveniente. Ganhar mais, lucrar mais, tirar mais vantagem das situações. Se todo mundo tem seu preço, tenho que dizer que esses preços estão ficando cada vez mais fáceis de serem pagos. Triste de ver.
Mas tenho que dizer que a luta diária me fortalece mais do que me estressa. Me alegra mais do que me entristece. Me proporciona ficar mais em contato com meus propósitos e princípios, focada naquilo que quero pra minha vida, apesar de me ver perdida em algumas situações. A verdade é que as dificuldades nos aproxima daquilo que é essencial, pelo menos pra mim funciona assim. Bom pra curar a arrogância e cultivar a humildade.
É também nessas situações que exercito a criatividade. Criatividade + ação = inovação, elementos fundamentais na minha profissão e na vida, acredito. Questão de sobrevivência.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Saudade dói.
Martha Medeiros
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro
sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada,
Se ele tem assistido as aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial,
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Skol,
Se ela continua preferindo suco,
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
Se ele continua cantando tão bem,
Se ela continua adorando o Mac Donald´s,
Se ele continua amando,
Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma atitude de indiferença,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Bateu uma saudade....
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro
sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada,
Se ele tem assistido as aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial,
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Skol,
Se ela continua preferindo suco,
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
Se ele continua cantando tão bem,
Se ela continua adorando o Mac Donald´s,
Se ele continua amando,
Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma atitude de indiferença,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Bateu uma saudade....
Amigos, amigos e negócios. Tudo junto e misturado
"Amigos, amigos. Negócios à parte". Não concordo. Acho que as duas coisas podem andar juntas, perfeitamente. E acho uma delícia quando isso acontece. Posso dizer isso com propriedade, pois meu melhor amigo é o meu sócio. Trabalhamos muito bem juntos, temos sintonia. E tenho vários outros bons amigos com quem já fiz bons negócios.
Eu sei que nem sempre ganhamos mais dinheiro nas transações comerciais com amigos: damos descontos, melhoramos as condições de pagamento. Tudo na base da confiança e da amizade. Mas ganhamos outras coisas: os laços afetivos se fortalecem, estabelece-se uma relação de parceria e companheirismo no mundo corporativo e cria-se reciprocidade. Bom para todos.
Em reunião com amigos e parceiros de negócios ontem, boas ideias surgiram; estas podem se tornar grandes oportunidades de negócios para serem aproveitadas em equipe. Eu ganho, eles ganham.... todo mundo fica feliz. Prefiro assim. Gosto da cooperação e do trabalho em equipe. Prefiro relações a números.
Thais Wadhy
Thais Wadhy
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Prosas e pensamentos
Aonde quero chegar? O que quero ou espero da vida?
Responder a essas perguntas é o primeiro passo para traçarmos nosso caminho rumo à realização pessoal e é condição para que a caminhada seja feliz. Posso até fazer um comparação desse tipo de reflexão com um planejamento estratégico, por exemplo. No caso, seria um planejamento estratégico da vida pessoal, ferramenta que alguns profissionais já utilizam para não perderem o foco de suas ações.
Quando sabemos aonde queremos chegar, traçamos cada estratégia e cada tática (ou seja, os meios e as ações) em conformidade com nosso propósito maior de existência. Assim, até mesmo as dificuldades (trechos escuros e tortuosos), as situação desvaforáveis (intempéries) ou obstáculos (pedras no caminho) tomam um proporção diferente (geralmente menor), porque temos os olhos fixados lá na frente, conseguimos enxergar toda a trilha de cima.... esses momentos parecem "circunstanciais" e não permanentes; e até nos fortalecem.
Bom, apesar da aparente impessoalidade do texto, esse pensamento está diretamente relacionado com meu momento. As dificuldades dos últimos meses e as tradicionais reflexões de fim de ano me colocaram em contato maior comigo mesma. Reli o planejamento estratégico pessoal que fiz ao longo do ano, reavaliei as metas e as estratégias que estava utilizando para alcançá-las, fiz alguns ajustes e agora me sinto mais em paz comigo mesma. Cada passo parece fluir melhor e me sinto mais leve. Afinal, fiz e continuo a fazer a minha parte. O resto, é entregar pra Deus e deixar que o Universo conspire a favor.
Não é fácil. Eu, que sempre quis (e quero!) ter o controle das coisas e das situações, tive uma dificuldade enorme de desapegar, de "let it go". Mas percebi que não importa o quanto de esforço eu faço, algumas coisas realmente não posso controlar, não dependem de mim. E aquilo que depende de mim, tenho feito com mais afinco e dedicação, acreditando na minha força e poder de realização.
E agora? Bom... meu rumo está traçado. Meus princípios também. Vou caminhando no meu ritmo, seguindo na direção "certa" e agindo em conformidade com aquilo que quero construir. As coisas boas vão acontecer, é só ter paciência, persistência e fé. E "vamo que vamo".
Thais Wadhy
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